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A cada verão, ouvimos relatos de pessoas próximas preocupadas com a dengue. Nos últimos anos, aumentaram as dúvidas sobre como identificar os sintomas e, principalmente, como evitar o contágio. Por isso, reunimos dicas práticas para ajudar a cuidar da nossa saúde e da nossa família. Entender é o primeiro passo para se proteger.
O que é dengue e por que precisamos nos preocupar?
A dengue é uma doença causada por vírus transmitidos pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Ela circula em regiões quentes e úmidas, mas pode aparecer em quase todo o Brasil. Sabemos que o tempo muda, as chuvas aumentam e, de repente, surgem casos em diferentes bairros.
A melhor forma de evitar a dengue é impedir que o mosquito se reproduza e que nos pique.
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O mosquito precisa de água parada para se multiplicar.
Por isso, atenção nos cuidados com ambientes internos e externos é fundamental. Vamos falar sobre como fazer isso na prática mais adiante.
Quais são os principais sintomas da dengue?
Um dos grandes problemas da dengue é a semelhança dos sintomas com outras febres. Sempre ouvimos alguém comentando: “Parece só uma gripe forte!”. Mas existem sinais que acendem o alerta:
- Febre alta de início súbito (acima de 38°C)
- Dores intensas no corpo e articulações
- Dor atrás dos olhos
- Dor de cabeça forte
- Manchas vermelhas pelo corpo
- Fraqueza e cansaço excessivo
- Náusea ou vômito
- Falta de apetite
O que pode confundir muita gente é que, muitas vezes, os sintomas vêm acompanhados de mal-estar semelhante ao de outras doenças virais.
Só um médico pode confirmar o diagnóstico, especialmente em casos mais graves ou persistentes. Devemos prestar atenção em sinais de alarme, como sangramento, dor abdominal intensa ou vômitos constantes.
Como o mosquito da dengue se prolifera?
O Aedes aegypti é pequeno, preto com listras brancas, e se destaca pela preferência por água limpa e parada. Em nossa vivência, percebemos que ambientes urbanos oferecem tudo o que esse mosquito busca.
Até tampinhas de garrafa acumulam água suficiente para os ovos do mosquito.
O ciclo é rápido: do ovo à fase adulta, ele leva apenas sete a dez dias quando encontra condições favoráveis. Esse curto período pede vigilância constante.

Como evitar a dengue: as principais medidas
Quando falamos em prevenção, a responsabilidade é coletiva. Precisamos agir juntos para manter os ambientes menos atrativos ao mosquito. Algumas medidas práticas fazem toda a diferença, e listamos as mais eficazes:
- Elimine qualquer água parada. Vistoriar vasos, pneus, garrafas, calhas e brinquedos regularmente impede a formação de criadouros.
- Guarde garrafas e baldes sempre com a boca para baixo.
- Mantenha caixas d’água bem fechadas e limpe-as periodicamente.
- Evite deixar pratos sob vasos de plantas. Caso sejam indispensáveis, encha-os com areia até a borda.
- Recolha lixo periodicamente e mantenha lixeiras bem tampadas.
- Não jogue lixo em terrenos baldios. Isso evita acúmulo de água em recipientes descartados.
- Limpe ralos, calhas e lajes para garantir o escoamento de água.
- Coloque telas em janelas e portas, principalmente em áreas com incidência do mosquito.
- Utilize repelente, conforme orientação da embalagem. Ele é útil especialmente em horários de maior atividade do mosquito (início da manhã e final da tarde).
Pequenas mudanças de hábito, quando feitas todos os dias, fazem diferença. Podemos evitar colocar as mãos em risco e ainda proteger vizinhos e familiares.
O papel da vizinhança e dos espaços compartilhados
Não adianta cuidar só do nosso quintal, se o terreno ao lado está cheio de entulho e recipientes com água. Incentivar vizinhos a participar da limpeza é uma atitude simples que evita surtos.
Em prédios e condomínios, a orientação coletiva sobre vistoria de áreas comuns é fundamental.
Existe tratamento para dengue?
Não existe um remédio específico que acabe com a dengue. O tratamento consiste em aliviar os sintomas, hidratar e, nos casos leves, repouso e boa alimentação. Ao notar febre alta e mal-estar, o mais indicado é procurar um serviço de saúde para avaliação.
Jamais use medicamentos sem orientação, especialmente os à base de ácido acetilsalicílico.
Esse tipo de remédio pode piorar possíveis hemorragias. Se surgir qualquer suspeita, o melhor é buscar atenção médica.
Dengue pode ser grave?
Sim. Em nossa experiência acompanhando relatos, vemos que a maior parte dos casos é leve, mas existe a chance de complicações, principalmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Em casos de dengue grave, os sintomas mudam: dor abdominal forte, vômitos persistentes, sangramentos ou sonolência excessiva pedem atendimento urgente.
Quais cuidados extras devemos adotar em casa?
Durante períodos de maior incidência da dengue, alguns cuidados reforçados ajudam a aumentar a proteção:
- Mantenha portas e janelas fechadas no início da manhã e fim de tarde. Esses são horários preferidos pelo mosquito.
- Use roupas compridas, principalmente ao sair para áreas arborizadas ou locais com muitos casos da doença.
- Cuide dos animais de estimação. Lave bebedouros e troque a água diariamente.
- Observe as plantas aquáticas. Troque sempre a água e lave o recipiente.

Quais mitos precisamos deixar de lado?
Frequentemente ouvimos sugestões de receitas caseiras ou métodos milagrosos para acabar com o mosquito. Em nossas pesquisas, percebemos que muitos deles não funcionam de fato e podem criar uma falsa sensação de proteção.
- Remédios caseiros não curam nem previnem a dengue.
- Plantas aromáticas não afastam o Aedes aegypti de forma garantida.
- Qualquer recipiente, mesmo pequeno, é perigoso se acumular água parada.
O uso correto de repelentes e eliminação de criadouros ainda são as formas mais eficazes de prevenção.
Como estimular as crianças a colaborar?
Quando falamos em prevenção, envolver as crianças é sempre positivo. Nossa experiência mostra que, ao transformar a limpeza em uma atividade lúdica, incentivamos os pequenos a prestar atenção em poças, vasos e brinquedos ao ar livre.
Podemos criar jogos para identificar “pontos de perigo” pela casa. Assim, despertamos a consciência desde cedo e as orientamos sobre o cuidado coletivo.
O que fazer ao suspeitar de dengue?
Se alguém da casa tiver sintomas, o primeiro passo é se hidratar e repousar. Persistindo febre e dores, é fundamental procurar uma unidade de saúde. Evite a automedicação. Nos casos suspeitos, priorize o descanso, mantenha a pessoa protegida de novas picadas e siga as recomendações recebidas.
Quanto antes buscar atendimento, maior a chance de evitar complicações.
Resumindo: como podemos evitar a dengue?
Enfrentar a dengue exige atenção diária. Pequenos gestos, como tampar caixas d’água e eliminar água parada, mudam a vida de uma comunidade inteira. Em nosso ponto de vista, quando todos participam, os resultados são mais visíveis.
Identificar sintomas rapidamente, adotar hábitos simples de limpeza e incentivar vizinhos e familiares a colaborar são os caminhos para vencer o mosquito.
Cuidar do ambiente em casa e na rua é dever de todos. Assim, protegemos aqueles que amamos e tornamos a volta dos dias quentes mais segura e tranquila.